Andando em círculos

Um pouco sobre tudo e muito sobre nada!

Porque o católico não pode ser espírita:

1. O Católico: admite a possibilidade de “mistério” e aceita as verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus. O Espírita: proclama que absolutamente não há “mistérios” e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.

2. O Católico: instruído crê que Deus pode e faz milagres. O Espírita: rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer às “leis” da natureza.

3. O Católico: crê que os livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus, portanto não podem ter erros em questão de fé e moral. O Espírita: declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi inspirada por Deus.

4. O Católico: crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente, sem erros, a sua Doutrina. O Espírita: declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo o que eles nos transmitiram está errado, é falsificado.

5. O Católico: crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar sua obra. O Espírita: declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.

6. O Católico: crê que o Papa, sucessor de Pedro, é infalível em questões de fé e moral. O Espírita: proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.

7. O Católico: crê que Jesus nos ensinou toda a Revelação e nada mais há para ser revelado. O Espírita: proclama que o espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e substituir o Evangelho de Cristo.

8. O Católico: crê no Mistério da Santíssima Trindade. O Espírita: nega esse mistério.

9. O Católico: crê que Deus é o Criador de tudo, Ser Pessoal, distinto do mundo. O Espírita: afirma que os homens são partículas de Deus – verdadeiro panteísmo.

10. O Católico: crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo. O Espírita: afirma que nossa alma é o resultado da lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

11. O Católico: crê que o homem é uma composição substancial de corpo e alma. O Espírita: afirma que é um composto entre “perispírito” e alma e que o corpo é apenas invólucro temporário, um “Alambique para purificar o espírito”.

12. O Católico: obedece a Deus que, sob penas severas, proibia a evocação dos mortos. O Espírita: faz dessa evocação uma nova religião.

13. O Católico: crê na existência de anjos e demônios. O Espírita: afirma que não há anjos, mas espíritos mais evoluídos e que eram homens. Que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.

14. O Católico: crê que Jesus é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. O Espírita: nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande “médium” e nada mais.

15. O Católico: crê que Jesus é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana. O Espírita: em grande parte, afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

16. O Católico: crê que Maria é Mãe de Deus. O Espírita: nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria, Mãe de Deus.

17. O Católico: crê que Jesus veio para nos salvar por sua Paixão e Morte. O Espírita: afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo de um modo obscuro, e que cada pessoa precisa remir-se a si mesmo.

18. O Católico: crê que Deus pode perdoar o pecador contrito. O Espírita: afirma que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.

19. O Católico: crê nos sete sacramentos e na graça própria de cada sacramento. O Espírita: não aceita nenhum sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.

20. O Católico: crê que o homem vive sobre a terra e que desta única existência depende a vida eterna. O Espírita: afirma que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.

21. O Católico: crê que após esta vida, há céu e inferno. O Espírita: nega – crê em novas reencarnações.

Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M.

Extraído do Carmadélio.

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Abandono

Galera, o blog anda meio parado, mas não é por falta de interesse. Nem por falta de assunto. É que estamos desenvolvendo novas ferramentas para o Usado Fácil e isso tem tomado todo tempo disponível da nossa Equipe.

Agradecemos a compreensão.

Abraço

Eric

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Cantar um Canto Novo

Nós, ministros de música, somos chamados a cantar um “canto novo”. Provavelmente todos que trabalham com música na Renovação Carismática Católica já ouviram esse termo. É, de certa forma, um “lugar-comum” dentro do nosso linguajar, da nossa identidade. É algo que deveríamos buscar a todo momento, mas que não buscamos. Ou melhor, até pensamos que buscamos. Na verdade, eu vejo que muitos de nós não entendemos o que significa “cantar um canto novo”.

Cantamos um “canto novo” quando deixamos que o próprio Espírito Santo vem conduzir nossa arte. Cantamos um “canto novo” quando deixamos Deus fazer o novo dentro de nós a cada canção ministrada com sinceridade e unção. Quando não permitimos que a nossa vaidade interfira nos planos de Deus, principalmente dentro do trabalho de um Ministério. Cantamos um “canto novo” quando deixamos Deus escolher o que vamos cantar, e de que modo cantar.

Vamos dar um exemplo bem prático dentro de um Grupo de Oração. Conhecemos diversas músicas que clamam a presença do Espírito Santo, não é mesmo? Sem tomar por base nenhuma estatística, arrisco a dizer que praticamente todos os CDs de Ministérios de Música que carregam a nossa Espiritualidade Carismática possuem novas e belas músicas que clamam a presença do Espírito Santo em nossos coração. Pedindo batismo, fogo, unção, poder, curas, dons, etc. Mas, existem momentos em nossos Grupos de Oração em que o próprio Espírito quer escolher qual canção, e, para isso, precisamos estar com os ouvidos bem atentos aos sussurros do Espírito Santo. Ao que Ele quer fazer em nossos corações naquele momento. Não serve qualquer canção. Ele provavelmente tem uma específica para aquele momento. Ou até mesmo o silêncio.

Acredite, meus irmãos, isso acontece o tempo todo. Para cantar um “canto novo” precisamos trabalhar a escuta. Só escuta a voz do Pastor, quem conhece a voz do Pastor. Para cantar um “canto novo” não tem como se esconder de Deus. É preciso se expor. É preciso deixar Deus ser a canção das nossas vidas. Não tem outro caminho. Não tem como fazer de conta que é de Deus.

Não há como cantar um “canto novo” sem deixar Deus fazer o novo dentro dos nossos corações. Todos os dias. A nossa história com Deus só termina quando chegamos ao céu. Não dá para dizer a um nadador que está no meio do caminho que já está bom. Ele precisa chegar ao outro lado. Não importa o quanto ele nadou. Se ele atravessou o Canal da Mancha, ou se foi apenas um lago. Se ele parar no meio do caminho e não nadar mais, ele provavelmente morrerá afogado. Da mesma forma, não importa o tempo que você está caminhando com Deus, se você ainda não chegou ao céu, ainda tem muito a fazer.

Para um verdadeiro “canto novo” acontecer em nossos Grupos de Oração, um “canto novo” tem que acontecer em nossas vidas. Parece simples, mas vai lhe exigir um grande esforço.

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Caridade cristã: “Fique tranquilo, amigo, é só o Papa”.

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Por João Pereira Coutinho- Publicado na Folha de São Paulo.

É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir.

Existe neste mundo um tema que é polêmica garantida: o papa. Na semana passada, num jantar, descobri o fenômeno e testemunhei uma violência inesperada. Alguém falou da visita de Bento XVI a Portugal no próximo mês. Houve indignações e desmaios à mesa. Como explicar estas reações hormonais que me espantam e divertem?

Bento XVI não é um papa qualquer, admito. Se tivesse nascido num país do Terceiro Mundo; se viesse da ala esquerda da igreja; se promovesse os temas progressistas do momento (preservativo, ordenação de mulheres, fim do celibato), talvez as reações não fossem tão extremas.

Acontece que Joseph Ratzinger é alemão. É um respeitado intelectual europeu, mesmo por pensadores seculares (como Habermas). E, em matéria de ortodoxia, foi o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo do Vaticano que defende e promove a doutrina da igreja, antes de chegar à cadeira pontifical. Será preciso dizer mais?

Alguns críticos lembram ainda os “abusos sexuais” que assolaram a instituição. Lamento desapontá-los.

A hostilidade a este papa já existia antes dos abusos. Sobreviverá a eles. Até porque os abusos existem em todas as denominações religiosas e ninguém fala do assunto. A hostilidade só tem um sentido. Um curioso sentido.

Digo “curioso” pelo motivo mais prosaico: a Igreja Católica fala para o seu rebanho. E, ao contrário de outros movimentos religiosos extremistas, não está interessada em submeter os infiéis pela força da espada. Roma evangeliza quem se deseja evangelizar.

E mesmo a sua doutrina sexual, que tanto encarniça os espíritos sofisticados, é um exemplo de modernidade e até de tolerância quando a comparamos com preceitos de outros credos. Condenar a camisinha é uma coisa. Outra, bem pior, é condenar a camisinha, apedrejar mulheres adúlteras ou enforcar homossexuais ladinos. Como sucede noutras latitudes.

Mas o circo não para. No Reino Unido, o Ministério de Relações Exteriores viu-se obrigado a pedir desculpas ao Vaticano. Conta o “Sunday Telegraph” que funcionários da instituição, instados a sugerir ideias para a visita do papa ao país (em setembro), propuseram em memorando interno uma linha de camisinhas com a marca Ratzinger; a abertura de uma clínica antiaborto; e, fatal como o destino, uma bênção papal de um casamento gay. O Vaticano pondera agora cancelar a visita.

E se assim foi na Grã-Bretanha, assim será em Portugal: informa a imprensa lusa que o papa não terá descanso quando aterrar em Lisboa. Por onde passar, existirão manifestações contra Bento XVI, e grupos de jovens a distribuir preservativos e folhetins científicos sobre o perigo da AIDS.

Que dizer destes atos? Descontando a natureza infantil dessa gente, que estranhamente ainda não abandonou a idiotia própria da adolescência, o que existe nesses atos é uma paradoxal e assaz bizarra submissão à autoridade da igreja. Explico. Para um não católico, a igreja será apenas uma instituição entre várias, que legitimamente fala para quem a quiser ouvir. Um não católico não lhe reconhece autoridade especial; e não perde um minuto do seu precioso e laico tempo a tentar corrigir uma instituição a que não pertence.

E, em matéria sexual, estamos conversados: o que a igreja diz sobre a conduta privada dos seres humanos terá para um não católico a mesma importância que as recomendações da religião islâmica, ou judaica, ou hindu. Importância nenhuma.

É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir. Elas querem “resgatar” a sociedade da influência nociva da igreja. Mas são elas próprias que ainda se sentem “sequestradas” por uma instituição à qual reconhecem total ascendência sobre as suas vidas. As patrulhas, sem o papa, simplesmente não conseguiriam viver.

Por isso proponho: por cada camisinha distribuída durante as andanças de Bento XVI, alguém deveria dar um abraço compassivo aos fanáticos, aliviando o sofrimento deles e deixando uma palavra de conforto. “Fica tranquilo, rapaz; é só o papa.” A caridade cristã existe para estes momentos.

Extraído do excelente Blog Carmadélio.

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Cantar o Amor

Amados irmãos do Ministério de Música e Artes, eis o nosso chamado: Cantar o Amor! É um grande privilégio e uma grande responsabilidade: deixar o Amor fazer da nossa voz a Voz de Deus. Fazer da nossa arte expressão pura e intensa desse amor. Cantar o Amor de Deus e cantar o Deus que é Amor.

Erguer nossas vozes e cantar, louvar de coração sincero, clamar com humildade, buscar a canção que brota do seio da unção, ministrar com real desejo de deixar o próprio Deus usar nossa voz. E nos manter fiéis à esse propósito. Já dizia o poeta “Quem faz da sua voz a voz de Deus não deve desviar”.

Nosso povo, nossas famílias precisam do Amor de Deus. Nós precisamos do amor de Deus. Vivemos cercados de tribulações. O inimigo ruge à nossa volta. Precisamos buscar e apresentar esse Amor. Ele cura, liberta, restaura, consola, traz a paz, a felicidade, fortalece, nos faz desejar o céu. Só o Amor nos completa.

Mesmo nas canções mais “batidas” dos nossos grupos de oração, mesmo que você já tenha cantado mais de mil vezes aquela canção, é preciso deixar Deus fazer o novo naquilo que já sabemos fazer. Deixar com que Deus nos mostre que cada momento é único, porque cada momento deixando a nossa voz ser a Voz de Deus é realmente único. Sejamos sensíveis à ação de Deus em nossa arte. Cantemos o Amor!

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Evangelizar para a glória de Deus

Recebi este texto através do meu grande amigo Daniel. Não sei onde tá o original, por isso resolvi republicá-lo aqui. Concordo com cada linha desse texto.

Evangelizar para a glória de Deus

Abra a sua Bíblia no Evangelho de São João 10, 1-11:

“Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz. Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que Ele queria falar. Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.

Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas”.

A fé católica vive dias de apostasia [pessoas que abandonam a fé]. O Senhor me tocou hoje para pregar a quem já está na Igreja. Só pode trair o Senhor quem um dia andou junto com Ele. O Concílio Vaticano abriu as portas aos pastores leigos para aumentar a fé católica. Nós ganhamos a graça de evangelizar, mas muitos de nós passamos a ser orgulhosos sobre as ovelhas.

É triste e vergonhosa essa realidade. Uma das razões pelas quais a fé católica está passando por dificuldades é que nós leigos não estamos cuidando das ovelhas. A música católica hoje saiu da unção para ir para o estrelismo. Nós somos pastores, não artistas! A fama é um caminho contrário à evangelização.

Os músicos precisam cantar para os pobres e os doentes com a mesma alegria que cantam num Hallel para milhares de pessoas. Muitos cobram para levar o Evangelho. Isso é um absurdo! Eu já ouvi músicos dizerem: “Isso não está no pacote” referindo-se a um favor que lhes foi pedido.

Quero direcionar minhas palavras também aos pregadores. Eu pregava para uma dúzia de pessoas na roça. Muitos palestrantes hoje em dia perguntam sobre o número de pessoas que vão participar de determinado evento; não ficam em casa de família; a humildade passa longe destas ‘estrelas’.

Não vão atrás de “pregadores artistas”, eles nunca vão responder a um e-mail seu! Eles não são pastores, são artistas! Cuidado com os falsos pastores… Deus não levanta Seus filhos para ganhar dinheiro, mas, sim, para levar a Sua Palavra.

Depois que eu comecei a pregar parei de beber. Mas eu quero me embriagar do Espírito Santo! As comunidades não podem falar aquilo de que o povo gosta, precisam falar a verdade!

Há muitos movimentos eclesiais não fundamentados na Igreja por aí. Monsenhor Jonas Abib, na década de 90, pregava exatamente isso que eu estou falando para vocês hoje. Faltam pessoas preparadas para trabalhar na Igreja. Existem ministros da Eucaristia que não vivem o Evangelho e ainda levam o Corpo de Cristo para as pessoas. Daí chegam à Santa Missa e os fiéis fogem deles porque sabem que pregam uma coisa e vivem outra.

Moisés Rocha
Fundador da Comunidade Resgate

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Download das músicas da Campanha da Fraternidade 2010

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Aqui você consegue baixar todas as músicas da Campanha da Fraternidade 2010. Clique aqui para baixar.

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Feliz 2010!

É isso aí pessoal. Um 2010 cheio de bênçãos para todos vocês!

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Momento mágico

Dezembro 2009 221 - Dezembro 2009 221

Interessante constatar que determinados momentos de nossas vidas são mágicos. São presentes que o próprio Senhor nos oferece por alguma razão que confesso ainda desconhecer. E é igualmente interessante perceber que não nos damos conta da “magia” desses momentos até que ele se acabe. Sobra então uma saudade imensa, uma nostalgia profunda de um momento que acabamos de viver, e que sabemos que não se repetirá, ainda que nos esforcemos para reconstruir aquela sensação, aquele momento.

Vivi algo assim neste último fim de semana. Era para ser apenas mais um evento em que eu teria o prazer de tocar. Um evento importantíssimo, sem dúvida alguma, mas apenas mais um momento dentre vários outros eventos importantíssimos com os quais já tive a felicidade e a oportunidade de fazer parte. Mas foi além. Muito além. Não sei sequer explicar o porquê ele se tornou tão diferenciado em minha memória e em meu coração. Mas o fato é que esse evento passará a fazer parte da minha história. Da minha biografia. Talvez, em minha velhice, eu faça questão de contar essa história para meus filhos e netos. Com aquela satisfação que somente quem viveu sabe trazer.

O evento em questão foi a ordenação diaconal e presbiteral dos Padres Adriano, Elilzo e Alex, e dos Diáconos Fábio e Ernildo, que aconteceu no último domingo, dia 27 de dezembro deste ano. Como eu disse acima, não foi o primeiro evento desse tipo em que participei. Já tive a honra de tocar em diversas ordenações, pela Graça de Deus. Tive a felicidade de tocar nas ordenações de grandes Padres, e de grandes amigos também. É sempre um momento de grande satisfação poder fazer parte da história de tantos homens Santos. Mas, voltando ao fim de semana passado, algo foi diferente em meu interior. Deus fez algo em mim. E tenho a certeza de que fez algo em todos os outros irmãos que participaram daquele ministério de música.

Foram muitas as dificuldades nos ensaios. Muitas. Mas, ao fim de tudo, perceber que cada um deu 100% de si mesmo para fazer a vontade de Deus acontecer, e perceber que fizemos parte de algo especial, único, que não foi assim tecnicamente tão perfeito, mas que foi o melhor que cada um pode oferecer, é extremamente gratificante. E meu coração sonhará e lembrará de cada momento, de cada um do ministério com saudade, com amor. Foi mágico. Foi Santo. Foi um pedaço do céu em nossas vidas.

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2009

Nem acabou o ano, mas senti vontade de já fazer um apanhado geral de tudo que vivi neste ano que se encerra a menos de 30 dias. A ordem é a da lembrança, apenas isso.

* Nasceu meu filho mais novo, Matheus, após uma gravidez atribulada. Meu pequeno que me enche de alegria. (em Março)
* Finalmente saí da Banda Dogma e do Grupo de Oração Nossa Senhora do Carmo, depois de dois anos de luta interior. Amo aquele povo, mas não era mais meu lugar. (em abril)
* Fundação do Grupo de Oração Bom Jesus (em junho).
* Aniversário de três anos do João Paulo (em junho).
* Comprei um carro (em março)
* Começamos uma construção. (em setembro)
* Comecei a escrever um livro. (em novembro)
* Não pintei minha casa.
* Tive muitas dificuldades com relação à saúde das minhas crianças.
* Tive muitas dificuldades financeiras
* Fiz um Twitter.
* Meu filho foi para a escola.
* O CD da Carol começou a tomar forma.
* Não viajei de férias esse ano.
* Não joguei na loteria.
* Não assisti nenhuma novela.
* Não acompanhei o Big Brother.
* Não troquei de teclado (e nem deveria mesmo).
* Comecei a cantar.
* Comecei a pregar pra valer.
* Toquei com Pe. Cleidimar Moreira e com Eros Biondini.

(conforme for lembrando, posso ir aumentando essa lista.)

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Grupo de Oração Bom Jesus

Em 18 de junho deste ano, assumi - junto com mais alguns amigos missionários - o desafio de fundar um Grupo de Oração na Catedral Basílica Bom Jesus de Cuiabá. São muitos os desafios, mas já temos algumas vitórias. Uma delas é que o nosso grupo de oração já possui site próprio: www.gobomjesus.com.br

Acesse, conheça, visite e divulgue.

Abraço

Eric

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Grupo de Oração Bom Jesus

Em 18 de junho deste ano, assumi - junto com mais alguns amigos missionários - o desafio de fundar um Grupo de Oração na Catedral Basílica Bom Jesus de Cuiabá. São muitos os desafios, mas já temos algumas vitórias. Uma delas é que o nosso grupo de oração já possui site próprio: www.gobomjesus.com.br

Acesse, conheça, visite e divulgue.

Abraço

Eric

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COM FÉ!

Certo dia eu estava ouvindo uma programação de uma rádio Evangélica, e ligou para a rádio uma senhora que estava passando por momentos muito difíceis. E ali através daquela oportunidade, ela resolveu fazer o seu apelo e disse:

- Eu estou passando por uma grande prova: o desemprego bateu em minha porta, tenho filhos pequenos, meu esposo está fazendo apenas alguns serviços extras, porém a renda não é suficiente. Se algum irmão puder me ajudar com algum alimento eu ficaria muito grata. Aquilo que DEUS tocar em seu coração eu agradeço e será de grande ajuda.

E ali ela aproveitou e falou seu endereço…

Porém, no momento deste apelo, um homem adepto de uma seita de magia negra estava ouvindo a programação e disse:

- É hoje que eu acabo com esta raça de cristãos, ah é hoje… Então o líder da seita se dirigiu para o mercado e fez aquela compra… De tudo ele
comprou e ainda comprou tudo em dobro.

Chegou a casa e disse para duas pessoas que trabalhavam para ele:

- Vocês vão até a casa desta senhora, vão entregar esta compra e quando ela perguntar quem mandou, vocês vão dizer à ela que foi o diabo. O diabo é quem
está enviando esta compra.

E assim seguiram aqueles dois homens rumo a casa da senhora. Bateram palmas e ela com toda a sua humildade os atendeu, e eles disseram:

- Viemos trazer estas compras para a Senhora!

E ela disse:

- Que maravilha! Entrem e coloquem aqui, por favor…

Os dois descarregavam tudo e a senhora ia dizendo:

- Que Deus abençoe vocês, muito obrigada, muito obrigada mesmo, de coração…

E aqueles dois homens pararam, olharam um para o outro e sussurraram:

- Ela não vai perguntar quem mandou a compra?

E o outro respondeu:

- Não sei não… Estranho né?

Então aquele homem com todo o seu atrevimento perguntou…

- Ei! Você não vai perguntar quem mandou esta compra não?

E a senhora com toda sabedoria respondeu:

- Não é preciso meu filho! Quando o meu Deus manda, até o diabo obedece!

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das
coisas que não se vêem” - Hebreus 11:1.

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A filha do Sarney

Já tá rolando pela internet um movimento Fora Sarney. A farra com o dinheiro público vem de longe. Olhem essa matéria da Veja de 1986.

veja 1986 1 - veja 1986 1

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A graça de ser só

Sou casado, mas tenho diversos amigos (AMIGOS MESMO) que são padres. E temos aqui um belíssimo texto.

A graça de ser só
Pe. Fábio de Melo

Há pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar. Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres.

Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família. Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.

Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”. A sexualidade é apenas um detalhe da questão.

Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena.

Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos.

Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.

Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.

Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia.

Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração.

Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas. Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas.

É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não.

Casamento não resolve os problemas do mundo. Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.

É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre:

- É de livre e espontânea vontade que o fazeis?

- É simples.

Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor.

A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

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