Arquivo de Julho de 2006
Zero a zero

Sou gremista. Mas, sinceramente, ontem fiquei com vergonha. Não pelo time, mas pela torcida.
Um bando de animais foram ontem ao Beira-Rio, e depedraram o estádio. Atiçaram fogo nos banheiros, e causaram até interrupções na partida, devido à fumaça tóxica.
E, quando os bombeiros foram intervir, tiveram que ser protegidos por policiais, porque vinham das arquibancadas pedras, tijolos e o que mais eles encontrassem.
É essa a torcida que me representa? Não, definitivamente não!
Só nos resta pedir desculpas aos colorados!
Sem comentários »Novo de novo
Depois de mais de 3500 tiros de laser, estou novo de novo!
Obrigado pelas palavras de incentivo e pelas orações.
2 comentários »Rápida aparição.
Passei o fim de semana internado.
O motivo de sempre: cólica renal.
Estarei nos próximos dias fazendo uma pequena intervenção para extração das pedras. Andarei sumido mais um pouco.
Rezem por mim.
Obrigado.
2 comentários »só para não dizer que não postei nada.
- Coloquei novas fotos do João Paulo aqui no álbum. Quer dizer, a Carol que colocou. Quem quiser dar uma olhada em como anda o meu gurizão, clique aqui.
- Estou com dores. Meu rim está de novo de mal comigo. Ainda está suportável. Até quando? Sinceramente, não aguento mais. Estou cansado dessas dores. Por isso, nem vou escrever mais nada. Se Deus quiser, volto amanhã.
2 comentários »Super
Me senti o super-homem, na noite de sexta para sábado.
Meio da madrugada. João Paulo acorda chorando, com cólicas. Olho pra Carol, e seus olhos imploram para que eu pegue o menino, pois ela está cansada (pudera!). Vou, pensando tudo bem, não vai adiantar grande coisa mesmo…
Pego o gurizão no colo, e começo a dançar com ele (a Sky tem um canal de música que ele ama, coisa incrível), ele começa a querer dormir. Ponto para mim, finalmente. Mas me lembro da mesma noite, poucas horas antes, quando ele também dormiu no meu colo, e foi só colocar no berço e ele acordar… Fico pensativo. Tomo uma decisão. Vou deitar com ele no meu colo.
Devagarzinho me deito, com o menino deitado sobre mim, com a cabecinha no meu peito, e o corpo apoiado sobre o meu abdomen - barriga o caramba!
. Ele dorme. Eu não, com medo dele cair.
Ficamos assim das 5 da manhã até as 8. Tempo suficiente para me sentir o tal. Mil pensamentos. Minha esposa dormindo do lado, meu bebê dormindo no meu colo, e eu me sentindo o máximo. Com sono, mas o máximo.
Fico imaginando ele acordando e olhando e sorrindo para mim, agradecido pelo sono acolhedor. Uma nova fase em nossas vidas. Maravilhoso.
Ao acordar, ele, como sempre, chora e quer a mãe. E nem olha pra mim. Vida de pai é fogo. Mas é bom!
Conversas que marcam
Tem conversas que gente leva que mudam nossa história.
Acho que ontem tive uma dessas.
Não foi fácil. Aliás, foi bem difícil.
Mas era preciso, e muita gente esperava que eu tivesse essa conversa com aquele amigo. Ninguém tinha coragem, então lá fui eu.
Conversa dolorosa.
Mas eu tenho esperança de que aquela conversa se revele algo libertador, um divisor de águas na vida dele.
Tenho diversas esperanças.
A principal é de não ter perdido o amigo.
Não precisava ser assim.
Um casal, muito amigo meu, se conheceu pela internet.
Ele, do interior paulista.
Ela, no interior gaúcho.
Começaram a namorar “on line”.
Ela se mudou para o interior paulista.
Passa-se um ano, dois…
Planos para o casamento, compraram um carro juntos e tudo o mais.
Houve um problema. Um grande problema entre os dois.
Separaram-se.
Venderam o carro.
Acabaram-se os planos de se casar.
Brigaram feio.
Não se falam mais.
Ambos sofrem.
Ambos por se amarem.
Ele por não perdoar.
E ambos sofrem.
Não precisava ser assim.
Não mesmo.
Chá de Quebra-pedra
Hoje to aqui com uma garrafa térmica e um copo do meu lado. E tome chá de quebra-pedra.
Sim, meus amigos. Nem só da medicina tradicional vive o homem…
Como já estou calejado dessas pedras nos rins, apelei. Apelei duro mesmo. Principalmente porque a dita pedra que me internou esses dias continua aqui, firme e forte, comigo. E eu to meio que a fim de expulsá-la, sabe? Não sei porque. rs…
Então, consultei diversos especialistas (pai, mãe, vó, sogro, amigos) e a única coisa mais unânime foi a junção de “quebra-pedra” com a “caninha do brejo”. Tudo isso num chá, que tem cara de guaraná, e gosto de suco ralinho, bem ralinho.
Enfim, to aqui tomando isso de minuto em minuto. Na esperança de nunca mais passar por aquelas dores de novo.
Nunca mais.
Fim de semana
João Paulo continua crescendo firme e forte. Mas algumas cólicas tem atrapalhado o guri. Tem sido difícil fazer ele dormir a noite. Muito difícil. Dê-lhe funchicórea e luftal para amenizar as dores…
É incrível como que um filho muda a vida da gente. Eu passe praticamente o fim de semana em casa. Fui na missa ao sábado com ele e a Carol. Não costumo muito ir na Missa de sábado a tarde, mas como é a missa com menos gente na minha paróquia, acho que é a missa ideal para ir com ele. Afinal, ele não pode perder Missa, não é?
Não consegui postar novas fotos dele, mas eu já tenho as novas fotos. Quando conseguir colocar, eu aviso aqui no blog. (A família tá cobrando… hehehehe)
3 comentários »Várias variáveis
- Ontem voltei ao Grupo de Oração (depois de 2 semanas fora - uma por causa do bebê, outra por causa do rim esquerdo). Foi bom. Paulo no baixo, Jonas (filho do Serginho) na batera, e eu no teclado. E só. E foi muito bom. Até ensaiei uma homenagem ao Billy Preston, abusando das levadas no rhodes (aos não iniciados: Rhodes é uma marca de pianos elétricos, com um som bem característico, e todo teclado que se preze tem uma bom timbre que imite esse piano)
. As vezes eu até prefiro uma formação mais básica, como essa.
- Dante de Oliveira, nosso ex-governador, faleceu ontem. Apesar de nunca ter sido eleitor dele, fiquei um pouco em choque. Eu o conheci pessoalmente, e até conversei, rapidamente, com ele. Foi durante seu governo que montamos o Usado Fácil. Que Deus acolha sua alma e console sua família.
- A obra no novo escritório do Usado Fácil está chegando ao fim. Creio que no máximo em uma semana já esteja concluída. Não vejo a hora.
- João Paulo está lindo, firme e forte. Vou ver se posto novas fotos dele no fim de semana. Se der tempo (isso significa: se o tempo livre que sobrar, eu tenha algum pique para fazer alguma coisa… O guri realmente consome a gente hehehe)
Sem comentários »Dificuldades
Não tinha noção. Aliás, até tinha noção, mas não tinha a REAL NOÇÃO.
Cuidar de um bebê é bem difícil. As vezes a gente sabe o que está acontecendo, as vezes não. De vez em quando é tudo muito tranquilo. Já outras vezes a conversa é mais difícil.
Quando não conseguimos descobrir o que está havendo, a sensação de frustração é enorme.
Ontem a noite foi assim.
Que jogo! Que raça! Que entrega!!!!
Tudo que faltou para o Brasil.
A Itália está lá. Jogou com vontade, determinação, raça e técnica. Deu gosto de ver. Os gols ao fim do segundo tempo da prorrogação também foram emocionantes.
Parabéns Itália.
Ahhh se nós tivessemos jogado assim…
1 comentário »Ainda sobre a Copa
Transcrevo abaixo um artigo do Blig do Flávio Gomes. Sem autorização, claro, mas com o devido crédito.
—
” Volta à simplicidade
SÃO PAULO (cinza, fria e chata) - Pela última vez, até a próxima, um pouco de ludopédio.
Esta Copa deixou algumas lições. A principal delas, de que o Brasil tem de procurar ser um pouco mais Brasil. Em tudo.
A seleção que esteve na Alemanha não era brasileira, mas sim formada por atletas brasileiros-europeus. Apenas três jogavam aqui, e nenhum deles titular. O resto, em sua imensa maioria, joga e vive na Europa há muito tempo. Tem formação européia, não brasileira.
O técnico. O técnico passou a vida treinando times nas Arábias. Quando treinou clubes brasileiros, foi mandado embora de quase todos: Fluminense, Inter, Atlético. No Corinthians ganhou um título e foi convidado pela CBF para dirigir a seleção. Seleção por onde passara pela primeira vez em 1970.
É muito dos mesmos. Parreira, Zagallo, Lídio Toledo, Wendell, João Havelange, Ricardo Teixeira, muito dos mesmos. Tirando o hiato de 1982, com Telê, e de 1986, de novo com Telê, muito dos mesmos, sempre. Houve também a brevíssima era Felipão, um ano para classificar um time e ganhar uma Copa, ele foi lá e fez, e se mandou. Na base da simplicidade, sem ter nunca pertencido à patota carioca-militar-calçadão-Jardim Botânico.
Simplicidade é o que falta ao Brasil, e o futebol exemplifica bem esse desvio de rota. O time de celebrities, comandado por um sujeito sem diálogo e preocupação com relações humanas, os empresários nos saguões dos hotéis, os comerciais de bancos, postos de gasolina, cervejas, guaranás, a superexposição, o beicinho, as exclusivas para o Bial e para a Fátima Bernardes, os papos com o papagaio da apresentadora, os sorrisos globais “está tudo bem, somos o máximo, seremos sempre o máximo”, os treinos ao vivo, o Olodum, a Ivete Sangalo, a babaquice levada ao extremo, a falsa idéia de que somos esse país movido a tambores, o Galvão Bueno dizendo “agora vamos fazer o seguinte” o tempo todo, como a querer organizar nossos atos e pensamentos, paremos, escutemos do Galvão o que temos de fazer agora, ouvir o Olodum?, ouvir a dona Guilhermina?, ir a Belo Horizonte?, a que horas posso pegar meu churrasquinho, Galvão?, porra, nos transformamos num rebanho de babacas.
Muitíssimo bem representados pelos torcedores-CVC na Alemanha, que se manifestaram duas vezes na Copa, uma para mandar Zidane tomar no cu (porque Zidane acabou com a graça deles oito anos atrás em Paris) e outra para aplaudir Cicinho (ex-São Paulo, não é segredo para ninguém que tem muito são-paulino em Copa, o São Paulo é um time de elites e classe média que pode pagar carnê da CVC). E que de madrugada estavam, claro, atrás da Fátima Bernardes na porta do hotel, com celulares Samsung GSM na mão para avisar seus amigos babacas que estavam ao vivo na Globo.
Mas não somos um país só de babacas, há vida inteligente por aqui, e é preciso buscar um pouco do que somos no dia-a-dia, no café na padaria, no bom dia ao motorista do ônibus, na bola que rola nos campinhos. É preciso que o presidente da CBF desapareça da face da Terra, que rasguem o contrato com a Nike, que a seleção use camisetas feitas pela Finta ou pela Penalty, que o técnico tenha sentado no banco do Anacleto Campanella e da Ilha do Retiro, que tenha participado da Mesa Redonda da TV Gazeta, que os jogadores sejam daqui, aqui joguem, daqui se orgulhem, daqui se sintam, que tenham saudades, depois de uma epopéia de uma Copa, de voltar para a carninha na laje, de voltar a um domingo no Maracanã, de voltar a um Gre-Nal, que não se comportem como jogadores do Playstation, que não sejam seduzidos pelo castelo de Caras, que dirijam Palios e não Audis, que tudo seja mais simples, banal, autêntico, brasileiro.
Não fiquei minimamente chateado ontem. Aquilo que estava em campo não representava o lugar onde vivo, não tinha nada a ver com minha realidade, nunca vi aqueles caras jogando no Canindé.
Aquilo não é o meu país.”
—
Sem comentários »Nada como uma segunda-feira para tudo voltar ao normal
Acabou-se a “licença paternidade”. Acabou-se o período de internação por causa daquela cólica renal. Acabou-se o fim de semana. Acabou-se o tempo livre para cuidar do João Paulo. Acabou-se o sonho brasileiro do hexa…
Começou uma nova semana, começou um novo tempo. O trabalho volta ao normal. Os dias em frente ao computador. As reuniões do Ministério de Música e da RCC a noite. O dia-a-dia no Usado Fácil. A correria e a ginástica para pagar todas as contas.
E continuam as noites em claro, cuidando do bebê.
Nada como uma segunda-feira!
Sem comentários »Não estou triste.
O time do Parreira perdeu. De maneira justa. Para a França. De novo… Sempre a França.
Merecido, infelizmente. Tinha tudo para dar certo, mas deu tudo errado. Pra mim, a culpa foi do Parreira, que não sabe montar um time, que não sabe montar um esquema tático.
Acredito sinceramente que até Mano Menezes seria capaz de algo melhor!
Agora torço para Portugal. Dá-lhe Felipão!!!!
Sem comentários »