Quem me conhece, sabe que procuro fazer todas as coisas da melhor maneira possível. Em tudo. Faço tudo de forma que eu possa depois me orgulhar por ter feito. Aquela satisfação de ter “feito o melhor possível”, o sabor do dever cumprido não tem preço.
Durante 3 anos da minha vida, fui professor universitário. Experiência que me traz a satisfação da qual estamos falando. Fiz muitas amizades. Lembro com carinho daqueles dias em sala de aula.
E é muito bom ver que muitos daqueles que foram meus alunos hoje estão formados, e ainda mantém aquele respeito por mim. É gratificante. É muito bom, como por exemplo aconteceu ontem, quando um ex-aluno, que não via muito tempo, faz questão de vir cumprimentar e conversar. Pedir conselhos, opiniões. Nos trata como a um grande amigo. É muito bom.
Não fui um grande professor. Tanto que só fiquei 3 anos na instituição que trabalhava. Era uma luta para mim participar de reuniões, fazer provas, corrigir, avaliar, entregar o famigerado “Diário de Classe”. Uma luta!
Lembro que nos intervalos, eu preferia ficar sentado nas mesas do pátio com os alunos, do que ficar na “sala dos professores”. Acho que foi por isso que fui mandado embora. Tinha um relacionamento muito melhor com os alunos do que com a minha chefia.
Mas lembro com saudade daqueles dias.
Às vezes penso nessa possibilidade, a de ser professor. Também teria problemas com essa burocracia mencionada por ti, mas gosto da outra parte, a de trocar conhecimento.
Ale Rocha
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Ale Rocha
18 Set 2006