Andando em círculos

Um pouco sobre tudo e muito sobre nada!

Fórmula 1: A corrida de Felipe Mansell.

Essa madrugada eu colei na TV para ver a formula 1. Massa na pole, Ferrari prometendo. Mas quem cumpriu foi a McLaren, com o futuro tri-campeão Fernando Alonso e o futuro campeão Lewis Hamilton. E com a ressurreição do Nigel Mansell, que agora corre pela alcunha de Felipe Massa.

Sinceramente, acho que ele deveria tomar uns bons puxões de orelha depois dessa corrida. O que foi aquilo? A Globo insiste que foi “arrojo”, “gana”, e outros adjetivos mais bonitos. Para mim ele foi “afoito”, “destemperado”, e coisas do tipo. Típico de Mansell. Ou não?

Aliás, sobre a transmissão da Rede Globo, faço minhas as palavras do Flávio Gomes, no seu blig:

- Aliás, a Globo… São todos meus amigos, antes que pensem bobagem. O que não quer dizer que tenho de achar tudo que dizem bonito. Além do mais, acho que isso é orientação da casa, não é possível. Na Globo, brasileiro não erra, mas sim “arrisca demais e sai dos padrões”. Se não passa, “é culpa da F-1″, ou tem seu desempenho “limitado” pelo que está na frente. A corrida teve um monte de ultrapassagens. Felipe não errou. “Foi além do limite, é questão de estilo”. Não avaliou mal a tentativa de ultrapassagem. “Faltou ter menos sujeira aí”, sendo “aí” o pedaço de asfalto onde ele foi parar para tentar fazer a curva. Alonso e Hamilton não largaram bem, e Felipe mal. “Precisa ver como é o dispositivo de largada da McLaren”. Massa não foi precipitado. “Mostrou uma Fórmula 1 diferente dos últimos anos”. O brasileiro não jogou o pódio no lixo. “Pagou o tributo pelo arrojo que tem”. Aí, no fim da corrida, o repórter pergunta a ele se errou. E Massa: “Lógico”.



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2 respostas para “ Fórmula 1: A corrida de Felipe Mansell. ”

  1. Camilo Abril 9th, 2007 12:41

    Queria ver a cara do Malão Bueno no momento do “Lógico!”.

  2. Silvio Abril 12th, 2007 12:55

    Mansell ganhou fama com esse estilo, ele era assim, inconsequente…
    E disputava pista com Piquet, Senna e outros competentes…
    Agora dos atuais brasileiros, nenhum tem esse estilo, são da paz e amor mesmo. Pra quê inventar?
    Massinha tem que aprender com Piquet, Senna, Emerson, a ter auto controle, o chamado “Sangue frio”. Sangue frio não é sangue de barata, que na primeira curva, com o melhor carro e equipe se perder duas posições largando em primeiro.
    Faço agora o que todo o Brasil gostaria de fazer, gritar: “Acorda Galvão!”

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