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Porque o católico não pode ser espírita:
1. O Católico: admite a possibilidade de “mistério” e aceita as verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus. O Espírita: proclama que absolutamente não há “mistérios” e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.
2. O Católico: instruído crê que Deus pode e faz milagres. O Espírita: rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer às “leis” da natureza.
3. O Católico: crê que os livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus, portanto não podem ter erros em questão de fé e moral. O Espírita: declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi inspirada por Deus.
4. O Católico: crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente, sem erros, a sua Doutrina. O Espírita: declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo o que eles nos transmitiram está errado, é falsificado.
5. O Católico: crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar sua obra. O Espírita: declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.
6. O Católico: crê que o Papa, sucessor de Pedro, é infalível em questões de fé e moral. O Espírita: proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.
7. O Católico: crê que Jesus nos ensinou toda a Revelação e nada mais há para ser revelado. O Espírita: proclama que o espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e substituir o Evangelho de Cristo.
8. O Católico: crê no Mistério da Santíssima Trindade. O Espírita: nega esse mistério.
9. O Católico: crê que Deus é o Criador de tudo, Ser Pessoal, distinto do mundo. O Espírita: afirma que os homens são partículas de Deus – verdadeiro panteísmo.
10. O Católico: crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo. O Espírita: afirma que nossa alma é o resultado da lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.
11. O Católico: crê que o homem é uma composição substancial de corpo e alma. O Espírita: afirma que é um composto entre “perispírito” e alma e que o corpo é apenas invólucro temporário, um “Alambique para purificar o espírito”.
12. O Católico: obedece a Deus que, sob penas severas, proibia a evocação dos mortos. O Espírita: faz dessa evocação uma nova religião.
13. O Católico: crê na existência de anjos e demônios. O Espírita: afirma que não há anjos, mas espíritos mais evoluídos e que eram homens. Que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.
14. O Católico: crê que Jesus é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. O Espírita: nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande “médium” e nada mais.
15. O Católico: crê que Jesus é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana. O Espírita: em grande parte, afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.
16. O Católico: crê que Maria é Mãe de Deus. O Espírita: nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria, Mãe de Deus.
17. O Católico: crê que Jesus veio para nos salvar por sua Paixão e Morte. O Espírita: afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo de um modo obscuro, e que cada pessoa precisa remir-se a si mesmo.
18. O Católico: crê que Deus pode perdoar o pecador contrito. O Espírita: afirma que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.
19. O Católico: crê nos sete sacramentos e na graça própria de cada sacramento. O Espírita: não aceita nenhum sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.
20. O Católico: crê que o homem vive sobre a terra e que desta única existência depende a vida eterna. O Espírita: afirma que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.
21. O Católico: crê que após esta vida, há céu e inferno. O Espírita: nega – crê em novas reencarnações.
Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M.
Sem comentários »Cantar um Canto Novo
Nós, ministros de música, somos chamados a cantar um “canto novo”. Provavelmente todos que trabalham com música na Renovação Carismática Católica já ouviram esse termo. É, de certa forma, um “lugar-comum” dentro do nosso linguajar, da nossa identidade. É algo que deveríamos buscar a todo momento, mas que não buscamos. Ou melhor, até pensamos que buscamos. Na verdade, eu vejo que muitos de nós não entendemos o que significa “cantar um canto novo”.
Cantamos um “canto novo” quando deixamos que o próprio Espírito Santo vem conduzir nossa arte. Cantamos um “canto novo” quando deixamos Deus fazer o novo dentro de nós a cada canção ministrada com sinceridade e unção. Quando não permitimos que a nossa vaidade interfira nos planos de Deus, principalmente dentro do trabalho de um Ministério. Cantamos um “canto novo” quando deixamos Deus escolher o que vamos cantar, e de que modo cantar.
Vamos dar um exemplo bem prático dentro de um Grupo de Oração. Conhecemos diversas músicas que clamam a presença do Espírito Santo, não é mesmo? Sem tomar por base nenhuma estatística, arrisco a dizer que praticamente todos os CDs de Ministérios de Música que carregam a nossa Espiritualidade Carismática possuem novas e belas músicas que clamam a presença do Espírito Santo em nossos coração. Pedindo batismo, fogo, unção, poder, curas, dons, etc. Mas, existem momentos em nossos Grupos de Oração em que o próprio Espírito quer escolher qual canção, e, para isso, precisamos estar com os ouvidos bem atentos aos sussurros do Espírito Santo. Ao que Ele quer fazer em nossos corações naquele momento. Não serve qualquer canção. Ele provavelmente tem uma específica para aquele momento. Ou até mesmo o silêncio.
Acredite, meus irmãos, isso acontece o tempo todo. Para cantar um “canto novo” precisamos trabalhar a escuta. Só escuta a voz do Pastor, quem conhece a voz do Pastor. Para cantar um “canto novo” não tem como se esconder de Deus. É preciso se expor. É preciso deixar Deus ser a canção das nossas vidas. Não tem outro caminho. Não tem como fazer de conta que é de Deus.
Não há como cantar um “canto novo” sem deixar Deus fazer o novo dentro dos nossos corações. Todos os dias. A nossa história com Deus só termina quando chegamos ao céu. Não dá para dizer a um nadador que está no meio do caminho que já está bom. Ele precisa chegar ao outro lado. Não importa o quanto ele nadou. Se ele atravessou o Canal da Mancha, ou se foi apenas um lago. Se ele parar no meio do caminho e não nadar mais, ele provavelmente morrerá afogado. Da mesma forma, não importa o tempo que você está caminhando com Deus, se você ainda não chegou ao céu, ainda tem muito a fazer.
Para um verdadeiro “canto novo” acontecer em nossos Grupos de Oração, um “canto novo” tem que acontecer em nossas vidas. Parece simples, mas vai lhe exigir um grande esforço.
Sem comentários »Caridade cristã: “Fique tranquilo, amigo, é só o Papa”.

Por João Pereira Coutinho- Publicado na Folha de São Paulo.
É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir.
Existe neste mundo um tema que é polêmica garantida: o papa. Na semana passada, num jantar, descobri o fenômeno e testemunhei uma violência inesperada. Alguém falou da visita de Bento XVI a Portugal no próximo mês. Houve indignações e desmaios à mesa. Como explicar estas reações hormonais que me espantam e divertem?
Bento XVI não é um papa qualquer, admito. Se tivesse nascido num país do Terceiro Mundo; se viesse da ala esquerda da igreja; se promovesse os temas progressistas do momento (preservativo, ordenação de mulheres, fim do celibato), talvez as reações não fossem tão extremas.
Acontece que Joseph Ratzinger é alemão. É um respeitado intelectual europeu, mesmo por pensadores seculares (como Habermas). E, em matéria de ortodoxia, foi o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo do Vaticano que defende e promove a doutrina da igreja, antes de chegar à cadeira pontifical. Será preciso dizer mais?
Alguns críticos lembram ainda os “abusos sexuais” que assolaram a instituição. Lamento desapontá-los.
A hostilidade a este papa já existia antes dos abusos. Sobreviverá a eles. Até porque os abusos existem em todas as denominações religiosas e ninguém fala do assunto. A hostilidade só tem um sentido. Um curioso sentido.
Digo “curioso” pelo motivo mais prosaico: a Igreja Católica fala para o seu rebanho. E, ao contrário de outros movimentos religiosos extremistas, não está interessada em submeter os infiéis pela força da espada. Roma evangeliza quem se deseja evangelizar.
E mesmo a sua doutrina sexual, que tanto encarniça os espíritos sofisticados, é um exemplo de modernidade e até de tolerância quando a comparamos com preceitos de outros credos. Condenar a camisinha é uma coisa. Outra, bem pior, é condenar a camisinha, apedrejar mulheres adúlteras ou enforcar homossexuais ladinos. Como sucede noutras latitudes.
Mas o circo não para. No Reino Unido, o Ministério de Relações Exteriores viu-se obrigado a pedir desculpas ao Vaticano. Conta o “Sunday Telegraph” que funcionários da instituição, instados a sugerir ideias para a visita do papa ao país (em setembro), propuseram em memorando interno uma linha de camisinhas com a marca Ratzinger; a abertura de uma clínica antiaborto; e, fatal como o destino, uma bênção papal de um casamento gay. O Vaticano pondera agora cancelar a visita.
E se assim foi na Grã-Bretanha, assim será em Portugal: informa a imprensa lusa que o papa não terá descanso quando aterrar em Lisboa. Por onde passar, existirão manifestações contra Bento XVI, e grupos de jovens a distribuir preservativos e folhetins científicos sobre o perigo da AIDS.
Que dizer destes atos? Descontando a natureza infantil dessa gente, que estranhamente ainda não abandonou a idiotia própria da adolescência, o que existe nesses atos é uma paradoxal e assaz bizarra submissão à autoridade da igreja. Explico. Para um não católico, a igreja será apenas uma instituição entre várias, que legitimamente fala para quem a quiser ouvir. Um não católico não lhe reconhece autoridade especial; e não perde um minuto do seu precioso e laico tempo a tentar corrigir uma instituição a que não pertence.
E, em matéria sexual, estamos conversados: o que a igreja diz sobre a conduta privada dos seres humanos terá para um não católico a mesma importância que as recomendações da religião islâmica, ou judaica, ou hindu. Importância nenhuma.
É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir. Elas querem “resgatar” a sociedade da influência nociva da igreja. Mas são elas próprias que ainda se sentem “sequestradas” por uma instituição à qual reconhecem total ascendência sobre as suas vidas. As patrulhas, sem o papa, simplesmente não conseguiriam viver.
Por isso proponho: por cada camisinha distribuída durante as andanças de Bento XVI, alguém deveria dar um abraço compassivo aos fanáticos, aliviando o sofrimento deles e deixando uma palavra de conforto. “Fica tranquilo, rapaz; é só o papa.” A caridade cristã existe para estes momentos.
Extraído do excelente Blog Carmadélio.
Sem comentários »COM FÉ!
Certo dia eu estava ouvindo uma programação de uma rádio Evangélica, e ligou para a rádio uma senhora que estava passando por momentos muito difíceis. E ali através daquela oportunidade, ela resolveu fazer o seu apelo e disse:
- Eu estou passando por uma grande prova: o desemprego bateu em minha porta, tenho filhos pequenos, meu esposo está fazendo apenas alguns serviços extras, porém a renda não é suficiente. Se algum irmão puder me ajudar com algum alimento eu ficaria muito grata. Aquilo que DEUS tocar em seu coração eu agradeço e será de grande ajuda.
E ali ela aproveitou e falou seu endereço…
Porém, no momento deste apelo, um homem adepto de uma seita de magia negra estava ouvindo a programação e disse:
- É hoje que eu acabo com esta raça de cristãos, ah é hoje… Então o líder da seita se dirigiu para o mercado e fez aquela compra… De tudo ele
comprou e ainda comprou tudo em dobro.
Chegou a casa e disse para duas pessoas que trabalhavam para ele:
- Vocês vão até a casa desta senhora, vão entregar esta compra e quando ela perguntar quem mandou, vocês vão dizer à ela que foi o diabo. O diabo é quem
está enviando esta compra.
E assim seguiram aqueles dois homens rumo a casa da senhora. Bateram palmas e ela com toda a sua humildade os atendeu, e eles disseram:
- Viemos trazer estas compras para a Senhora!
E ela disse:
- Que maravilha! Entrem e coloquem aqui, por favor…
Os dois descarregavam tudo e a senhora ia dizendo:
- Que Deus abençoe vocês, muito obrigada, muito obrigada mesmo, de coração…
E aqueles dois homens pararam, olharam um para o outro e sussurraram:
- Ela não vai perguntar quem mandou a compra?
E o outro respondeu:
- Não sei não… Estranho né?
Então aquele homem com todo o seu atrevimento perguntou…
- Ei! Você não vai perguntar quem mandou esta compra não?
E a senhora com toda sabedoria respondeu:
- Não é preciso meu filho! Quando o meu Deus manda, até o diabo obedece!
Sem comentários »“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das
coisas que não se vêem” - Hebreus 11:1.
A graça de ser só
Sou casado, mas tenho diversos amigos (AMIGOS MESMO) que são padres. E temos aqui um belíssimo texto.
Sem comentários »A graça de ser só
Pe. Fábio de MeloHá pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar. Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres.
Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família. Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”. A sexualidade é apenas um detalhe da questão.
Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena.
Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos.
Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia.
Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração.
Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas. Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas.
É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não.
Casamento não resolve os problemas do mundo. Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre:
- É de livre e espontânea vontade que o fazeis?
- É simples.
Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor.
A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
So tired
Tem horas que cansa. Tem horas que dá vontade de largar tudo.
Tem horas que a gente quer mais é desistir.
Eu estou numa hora dessas.
Cansado, exausto, com vontade de fechar a banca e jogar tudo pro ar.
Mas sei que não é esse o caminho.
Sei que é preciso prosseguir.
Sei que as dificuldades vem, mas elas também vão.
Sei que ao fim de tudo, elas me fortaleceram.
Sei que ao fim de tudo, encontrarei muitas razões para Louvar a Deus.
Porque todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus.
Para me acalmar, preciso olhar pra Ele.
E seguir caminhando.
Sempre caminhando.
Confiar. Sempre. Confiar.
Afinal, Ele é o Senhor da minha vida.
Que o Senhor me de coragem, fortaleza e paz nesse momento.
Essa é a minha oração.
Que o Senhor me ajude.
–
Não tenho o costume de usar esse blog para isso, mas hoje foi necessário.
Sem comentários »Saudades : : LUTO

Temos um anjinho no céu. Não tenho mais o que escrever.
Meu coração está de luto.
Mais informações, clique aqui. E aqui.
1 comentário »O que o STF vai dizer ao Vinícius?
Por Sílvio L. Medeiros
Essa é a pergunta que fica se nossos ministros decidirem que a destruição de embriões humanos é licita em nome da ciência. Não só o STF, mas a grande imprensa, as clínicas de fertilização (ansiosos para dar um fim aos seus onerosos embriões), os cadeirantes que se jogaram no chão no momento da votação, todos deverão prestar contas ao pequeno Vinícius, este menininho que antes de ir parar no útero de sua mãe passou oito anos congelado num tanque de nitrogênio líquido [1].
Até agora ele é o brasileiro que mais tempo passou congelado para poder finalmente ver a luz do sol. E é cada dia maior a legião de crianças que se ajuntam a ele e a Laina Beasley, norte americana, nascida em 2005 e congelada por 13 anos [2], e que criam uma interrogação irrespondível nas nossas legislações que permitem a destruição dessas vidas humanas no seu primeiro estágio para pesquisa.
Sim, eles merecerão explicações. Foram chamados de inviáveis, descartáveis [3], amontoado de células [4], coisas e não pessoas (talvez um bem de consumo?) [5], mas estão aí. Tudo porque estavam há mais de 3 anos congelados numa clínica que não pediram para ir, e por isso mesmo negociados numa corte que opinou democraticamente se poderiam ser destruídos num laboratório. Merecerão boas explicações pelo que fizeram mesmo sendo possível criar células-tronco embrionária sem necessidade de se destruir embrião algum [6].
A justificativa de que eram “pré-embriões” (embriões não implantados), não vai adiantar pois um ser humano pode até ser privado de um ambiente favorável para seu desenvolvimento e ainda assim continuar humano. A justificativa de que ainda não haviam passado pela fase de nidação também nada pode resolver pois um ser humano não perde sua indentidade quando impedido de se alimentar. A justificativa de que ainda não detinham células do tecido nervoso também será insuficiente quando entenderem que o sistema nervoso humano só se completa anos depois do nascimento, e que nem por isso eliminamos nossos bebês recém-nascidos.
Todos temos direito a viver com dignidade, mas quem ousará definir do que é feita essa tal dignidade? O ministro Celso Mello defende a destruição de embriões humanos visando a possibilidade de uma vida digna para os que sofrem de doenças hoje incuráveis [7]. Mas caro ministro, desde quando limitação física reduz a dignidade humana? Desde quando o grau de drama de uma pessoa é critério ético para acabar com uma vida alheia?
O ministro relator, Carlos Britto, atrelou ainda a cura da limitação neurológica do filho de Diogo Mainardi às pesquisas com embriões humanos [8]. É claro que absolutamente todos queremos essa cura, mas quereríamos a custa da vida de um Vinícius, de uma Laina, de qualquer um? Pode-se pensar: não estaríamos matando ninguém pois eles ainda não existiam. Talvez não a olho nú, mas num microscópio veríamos todos eles muito bem. Cada um com um sexo, com uma cor de olhos e de cabelos, impressões digitais, tom de voz, tudo traçado em seus irrepetíveis DNAs. Se dissessemos um “oi” para o Vinícius, não seria para Laina. Se ainda acompanhássemos sua gestação, não nasceria nenhum outro do que aquele que vimos anteriormente com apenas 100 células. Poderia até ter outro nome, mas seria o mesmo. Somos porque fomos preservados desde o início.
De minha parte direi para o Vinícius se a extração de células-tronco embrionárias forem aprovadas pelo STF, que apesar do país em que vive afirmar que sua vida em um dado momento foi descartável, manipulável, violável, mesmo assim, ele possui um valor incalculável desde sempre, uma dignidade inalienável, intrínseca pelo fato de pertencer a raça humana; que apesar de ter sido relativizado por uma ética pragmática, não poderá jamais ser menor do que aquilo que realmente é: um ser humano pleno, completo, merecedor de todo respeito; que apesar de muitos cientistas terem o perdido como experimento, numerosos são aqueles que ganham com sua vida. Direi enfim, que existem leis que estão acima das nossas porque existem antes de nós, e que nos ensinam a não matar para salvar porque no fim, somos todos iguais.
[1] disponível em: http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=241&mat=97120
[2] disponível em: http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article540837.ece
[3] disponível em: http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84389
[4] disponível em: http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=86&pagina=2112&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67
[5] disponível em: http://www.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0603200803.htm
[6] disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/08/22/ult27u50831.jhtm
[7] disponível em: http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84385
[8] disponível em: http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=84390
Para citar este artigo:
MEDEIROS, Sílvio L. Apostolado Veritatis Splendor: O que o STF vai dizer ao Vinícius?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4890. Desde 7/3/2008.
Rádio Beatitudes

Galera, para quem - como eu - passa o dia on, nada como poder passar o dia ouvindo música católica de qualidade, além de informações, orações (como o terço da misericórdia) e muito mais.
Acessaí:
webrádio Beatitudes
Blog da rádio Beatitudes
Comunidade Beatitudes
Imprensa: dois lados?
Acabo de ler uma notícia (fechado para não assinantes), que saiu no El País e foi publicado no UOL, na sessão Mídia Global - já devidamente traduzida em português. A nota fala sobre a reação de uma parte da Igreja sobre a punição que será imposta ao teólogo Jon Sobrino - teólogo da libertação.
Até aí tudo bem. É notícia. Tem lá os depoimentos do reacionário bispo Casaldáliga, do “cospe-no-prato-que-comeu” Leonardo Boff. O porém é que, em NENHUM momento, o outro lado da questão é consultado. Quem ler a notícia não tem a menor idéia do que houve. O que fica parecendo é que a Igreja simplesmente persegue a Teologia da Libertação de uma forma sintomática e vingativa, o que nem de longe é verdade, mas que é a forma que a Imprensa gosta de trabalhar as questões da fé.
Eu sempre acreditei que um bom jornalismo prisma pela isenção, por mostrar os dois lados. E, desta vez, nem era a revista Veja. Era um dos maiores jornais da Europa.
Tá cada vez mais difícil encontrar um veículo de comunicação verdadeiramente confiável.
Sem comentários »Novo post
Novo post no Ministério das Artes.
Quem se interessar, leia e comente.
Foi dada a largada: mais um blog na praça
Eis que surge na blogosfera mais um projeto em que eu participo: o Blog do Ministério das Artes. Diferentemente deste espaço, o novo blog tem uma proposta definida de conteúdo e de público, e os assuntos lá abordados procuram ter impacto imediato na vida dos artistas da Renovação Carismática Católica.
O conteúdo será elaborado por diversos autores envolvidos com a formação dos artistas na RCC, e a manutenção do espaço será feita por mim. Além de conteúdos de formação, o blog nascente também tem objetivo de ser um espaço para trocas de idéias, colaboração e desenvolvimento de novas amizades.
Com apoio oficial do Conselho Estadual da Renovação Carismática Católica em Mato Grosso, o blog já se encontra no ar com alguns posts, merecendo já a visita dos interessados, bem como a interação do público com sugestões e críticas a respeito da proposta.
Esperamos sua visita e também seu comentário.
Ahh, o endereço do blog, caso nâo tenha visto o link é http://ministeriodasartes.wordpress.com
Obrigado
Eric Martini
Coordenador Estadual do Ministério das Artes
RCC - MT
Oração
Senhor meu Deus, tenho passado por dias difíceis.
O Senhor tem visto, então sabes que é verdade.
Olho para diversas partes da minha vida e as vezes tenho a impressão de que está tudo ruindo, desmoronando. Sei que não é verdade, mas é como eu me sinto.
Por isso eu te peço, Senhor: olha pra mim.
Ajuda-me a enfrentar os problemas que tenho que enfrentar.
Ensina-me a tomar as decisões corretas.
Ensina-me a amar mais.
Mas, principalmente, ensina-me a aceitar os teus caminhos.
Quero fazer tua vontade, acima da minha.
Ensina-me a confiar em Ti, cegamente.
Ensina-me a esperar em Ti, sofrer tuas demoras.
…
Dá-me a sabedoria que partilha de vosso trono, pois o que sou?
Um homem fraco, cuja existência é breve,
incapaz de conhecer vossos designios e vossas leis
Incapaz de reconhecer aquilo que está ao alcance das minhas mãos. Que dirá saber os mistérios insondáveis da vida…
…
Dá-me Senhor, a sua sabedoria.
Porque, nesse momento, eu preciso muito.
Viagem e novos projetos
Cheguei de Brasília na noite de domingo para segunda. Não lembro o horário. Lembro apenas que o avião atrasou mais de uma hora para sair. Lembro também do atendimento preferencial da GOL - estávamos com um bebê de colo - que conseguia ser mais lento que o atendimento normal. E também lembro que descobri que as poltronas mais confortáveis para se viajar num avião da GOL são as de número 1, que - pelo menos essas - tem espaço para as pernas. Com uma criança no colo, isso faz toda a diferença.
Agora, mudando um pouco de assunto, estarei nos próximos dias inaugurando um novo blog. Que não será “meu”, na verdade. É um projeto de formação para artistas da Renovação Carismática Católica, em formato de Blog. Estamos desenvolvendo a idéia e o blog, para daqui uns dias lançarmos algo interessante e eficiente. Estou bastante motivado e empolgado com a idéia. Acredito que após um ano que estou mexendo na blogosfera, eu esteja suficientemente experiente para administrar isso.
Daqui uns dias, espero apresentar novidades para vocês.
O adeus.
Ainda não sei como escrever. É muito difícil falar sobre esse assunto. Como abordar, que palavras usar, tudo é muito complicado. Iniciei esse texto diversas vezes, e nenhuma me agradou. Se esse passou, é porque não consegui escrever nada melhor.
O fato é que o querido Padre Léo faleceu ontem. Tinha apenas 45 anos. Novo, muito novo.
O Pe. Léo foi uma figura única na Igreja Católica no Brasil. Excelente pregador, sabia muito bem como dizer coisas complexas e profundas de uma forma leve, solta, engraçada até, e que atingia em cheio nossas vidas. Mineiro, morava em SP, onde mantinha uma comunidade para tratamento de dependentes químicos. Pregava por todo o Brasil. Seus encontros eram memoráveis, e sua simples presença normalmente fazia lotar os lugares por onde passava. Era muito querido.
Há cerca de um ano, um cancer lhe acometeu. Passou por muitas dificuldades, mas sempre passando uma mensagem de santidade e conversão. Chegou a escrever um livro durante a doença: “Buscai as coisas do alto”.
Toquei em retiros com ele umas 6 ou 7 vezes, talvez mais, talvez menos. Não lembro mesmo. Mas não faz mal. Tenho a plena convicção de que ele está junto dos braços do Pai nesse momento. Talvez trocando uma idéia com João Paulo II, e contanto histórias sobre sua querida Biguá. E divertindo a todos lá no céu.
Padre Léo, obrigado.
Intercede pela gente, a gente precisa. E muito!